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O INFERNO É AQUI III



Israel opta pelo Velho Testamento...


Imagem de Wikipedia.


Inexorável, impiedoso, insensível, segue o massacre do povo Palestino. Em números oficiais, já morreram mais de 20 mil pessoas em Gaza, entre homens, mulheres e crianças. Quase todos civis, cidadãos inocentes, presos numa ratoeira mortal pela insanidade do Hamas e a crueldade de Israel. O mundo assiste perplexo e impotente ao bárbaro espetáculo. Em pleno Século XXI, resta claro que não há mecanismos hábeis a impedir crimes de guerra e massacres de inocentes em qualquer canto do globo. Desconsiderando o avanço tecnológico, que eleva a capacidade de matar em níveis assombrosos, a guerra continua tão cruel com a população civil quanto era na antiguidade.


Resta claro que Israel optou por ser o Israel do Velho Testamento. O mesmo Israel que tomava uma cidade e passava sob o fio da espada homens, mulheres, crianças e animais. Ninguém era poupado.



Tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos - Josué, 6:26.



Se o Novo Testamento prega o perdão e o amor, claramente Israel optou pelo Velho Testamento, pelo Torá, onde são considerados o povo eleito e são senhores do destino dos povos que se lhe atravessarem o caminho.


Em uma nova página de tragédia, três reféns israelenses foram executados por engano pelo próprio exército de seu país. Os três haviam escapado aos seus captores, provavelmente favorecidos pela desordem que deve grassar nas hostes do Hamas, e deslocavam-se no Norte de Gaza, tentando retornar a Israel. Soldados israelenses confundiram-nos com uma ameaça e os fuzilaram. O exército israelense já lamentou oficialmente o fato.


Fato é que Israel não priorizou os reféns e já os descartou como baixas aceitáveis. Os planos de inundar os túneis do Hamas com água do mar implicam na perda de dezenas de reféns que certamente perecerão afogados. Embora a população civil proteste diariamente contra as ações do governo, Netaniahu não parece mudar de ideia. A inundação dos túneis será apenas mais um capítulo de dor nesta história de sangue.



Quero deixar claro que os crimes de guerra praticados por Israel não justificam o crescimento do antisemitismo em todo mundo. Tal como ocorreu com os muçulmanos - por ocasião do 11 de setembro - cresce agora a violência contra judeus em todo mundo. Este tipo de violência apenas expressa o preconceito, um preconceito oportunista. Dentro de Israel, milhares de israelenses discordam da violência em Gaza e protestam veementemente contra Netaniahu, o anjo do Velho Testamento.


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