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GRANDES POEMAS DA NOSSA LÍNGUA XV

A língua portuguesa tem pérolas esquecidas, espalhadas em velhos livros já não lidos. Hoje seguimos com um poeta querido e próximo a todos nós: Mário Quintana. Hoje oferecemos um poema mínimo, onde o poeta, como sempre, diz tanto falando pouco: Espantos.


Imagem de beate bachmann por Pixabay


ESPANTOS


Neste mundo de tantos espantos,

cheio das mágicas de Deus,

O que existe de mais sobrenatural

São os ateus...




Mário Quintana ( 1906/1994 ), poeta gaúcho muito querido pela simplicidade e sensibilidade. O poema de hoje foi publicado em 1986, quando o poeta completou 80 anos, no livro Baú de Espantos. Quintana era um solitário que morava em hotéis de Porto Alegre. Três vezes a Academia Brasileira de Letras negou-lhe a indicação para uma cadeira. Uma injustiça grave numa instituição que abriga muita gente menos talentosa.



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