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Laberinto, de Jorge Luis Borges

há 8 horas
1 min de leitura
Fotografia a preto e branco do escritor Jorge Luis Borges de pé num parque com árvores despidas, vestindo fato escuro e apoiando ambas as mãos na sua bengala.
Jorge Luis Borges in Central Park, N.Y.C. (1969). Fotografia: Diane Arbus (1923–1971).Acervo: The Metropolitan Museum of Art (The Met), Nova York (Coleção de Fotografias)


NOTA DO EDITOR: “Não haverá nunca uma porta, estás dentro, e o alcácer abarca o universo”. No tugúrio em que nos escondemos, Jorge Luis Borges sempre nos consola. Console-se também, caríssimo leitor.

LABERINTO


Jorge Luis Borges


No habrá nunca una puerta. Estás adentro


Y el alcázar abarca el universo


Y no tiene ni anverso ni reverso


Ni externo muro ni secreto centro.


No esperes que el rigor de tu camino


Que tercamente se bifurca en otro,


Que tercamente se bifurca en otro,


Tendrá fin. Es de hierro tu destino


Como tu juez. No aguardes la embestida


Del toro que es un hombre y cuya extraña


Forma plural da horror a la maraña


De interminable piedra entretejida.


No existe. Nada esperes. Ni siquiera


En el negro crepúsculo la fiera.



Capa do livro Elogio de la Sombra, de Jorge Luis Borges, editado pela Emecé, com fundo de riscas horizontais azuis e texto em letras brancas de contorno preto.

Poema integrante do livro Elogio de la sombra (Buenos Aires: Emecé Editores, 1969).


Jorge Luis Borges, um cego andando de bengala pelas ruas de Buenos Aires, pensa em seu labirinto.



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