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AS ÚLTIMAS BARBARIDADES DESTE - TERRÍVEL - DESGOVERNO

Despreparo, descoordenação, negação, corrupção...




Cada vez mais perdido, preocupado com a queda de sua popularidade, sem ter realizado nada de bom até agora e claramente sem nenhum plano para realizar coisa alguma, Bolsonaro agora vê as acusações de corrupção saltarem do filho 01 para atingir a família inteira. Isso em meio aos piores números da pandemia e a ausência de uma cabeça pensante no Ministério da Saúde.


Ministério da Saúde - Tudo indica que Pazuello está de saída. O problema é que há grande dificuldade para encontrar um profissional competente disposto a assumir o enfrentamento à COVID-19. O centrão, representado pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lyra, pressiona pela mudança no Ministério da Saúde. Lyra chegou a indicar formalmente a médica cardiologista Ludhmila Hajjar. Ocorre que, após uma longa conversa com o Presidente Bolsonaro, Ludhmila recusou. À imprensa alegou que o motivo de sua recusa é que sua carreira sempre foi pautada pela ciência. Em entrevista a Andréia Sadi - Globonews - afirmou que houve divergência técnica entre nós. Meus planos seguem em uma linha que é diferente da do Planalto. Ela deixou claro que o Ministério Saúde devia coordenar as indispensáveis medidas de isolamento social. As razões são evidentes: qualquer profissional com um mínimo domínio dentro da medicina apontará as medidas óbvias e indispensáveis na luta contra o coronavírus, a saber, vacinação, isolamento social e medidas de higiene ( álcool em gel e uso de máscaras ). Tudo o que Bolsonaro nega há um longo e terrível ano. Assim, não surpreende a recusa da médica Ludhmila; surpreende que tenha ido conversar com o Presidente. Afinal, alguém acredita que Bolsonaro vai mudar e dar carta branca ao Ministro da Saúde?

Pazuello, a rigor, nunca foi Ministro. Foi mero instrumento para o cumprimento da visão bolsonarista de enfrentamento à pandemia, que implica em tratamento precoce com cloroquina e outras drogas ineficazes, bem como a negação a qualquer medida de restrição à circulação de pessoas. Pazuello deixou claro que, como militar, obedeceu. Ingenuamente não percebe que no mundo civil não poderá eximir-se de responsabilidades com a fórmula do soldado: eu cumpro ordens, senhor! Todo peso da indignação popular pela gravíssima omissão e incompetência na gestão da saúde nacional cairá sobre ele, que servirá apenas de boi de piranha para Bolsonaro sair ileso.


Pandemia - A pior fase da pandemia é agora. Médias diárias de mortes em torno de 1800, um total de quase trezentas mil vidas perdidas. A campanha de vacinação patina em números escandalosamente baixos. O sistema de saúde está falido em todo país, com falta de leitos e profissionais de saúde no extremo esgotamento.

O governo Bolsonaro jamais governou até agora. Tudo que faz/fez é pressionado pelas circunstâncias. Agora, tangido pela realidade cruel e pela queda de popularidade, Bolsonaro afirma a necessidade da vacina - algo que negou inúmeras vezes e que sabotou outras tantas. A situação na saúde é tão grave que somente o controle das presidências das duas casas do Congresso Nacional impedem um impeachment ou a instauração de CPIs. Até quando o centrão vai se manter fiel, ninguém sabe. Lyra, com o fracasso da indicação de Ludhmila, já começa a manifestar sua insatisfação…


Corrupção - Uma reportagem do portal UOL traz novas luzes sobre o esquema das rachadinhas, mostrando que a prática não era exclusiva de Flávio Bolsonaro, mas comum no clã Bolsonaro. O próprio Jair, enquanto deputado, adotava as mesmas artimanhas para sangrar os cofres públicos. Qualquer pessoa isenta e com pelo menos dois neurônios conectados percebe que as provas contra Flávio Bolsonaro são inquestionáveis ( mansão de R$ 6 milhões em Brasília parece falar por si mesma ). O mesmo se estende a Jair e Carlos, pelo menos. A reportagem nada afirma acerca de Eduardo, o filho 02.

Bolsominions têm a cara de pau de dizer que rachadinha é corrupção mini, café pequeno. Fica a pergunta: corrupção pequena pode? Não é reveladora de caráter? Quem rouba pouco deixará de roubar muito se puder?

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