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AS ÚLTIMAS DESTE DESGOVERNO

Segue a escalada nas ameaças à frágil democracia brasileira.




  • Desfile de tanques - agendado para hoje um desfile de tanques, blindados, lança-mísseis e outros equipamentos militares em plena Esplanada dos Ministérios. O pretexto para tal demonstração de força é absurdo: levar ao Presidente da República um convite para que participe das manobras militares da marinha, a se realizarem no próximo dia 16. Poderíamos especular que esta será a mais cara entrega de convite jamais realizada. Logo um governo cujos recursos são minguados.


Estas manobras ocorrem anualmente desde 1988. Até aí nada de mais. Contudo, levar tanques a desfilar na Praça dos Três Poderes não tem precedentes desde o estabelecimento da Nova República. Mais: o desfile do aparato bélico se dará no mesmo dia em que o Congresso Nacional deve sepultar a malfadada PEC do voto impresso, bandeira non sense de Bolsonaro que visa apenas tumultuar o quadro das eleições livres neste país.


É simplesmente impossível dissociar o desfile de armamento - ninguém sabe precisar exatamente com que armas e em que número se dará o dito desfile - do aumento de tensão entre o Executivo e o Judiciário. Quanto mais fraco o Presidente fica, quanto mais acuado em suas pretensões de perpetuar-se no poder, mais ele lança mão do discurso truculento e de ameaças à democracia.


É lamentável que o Ministro da Defesa - general Walter Braga Neto - preste-se a este papel. No início deste ( des ) governo, acreditou-se que os militares que o compunham eram pessoas equilibradas e que poriam freios nos arroubos desequilibrados do Presidente. Bem, o que se vê é que os equilibrados já saíram do governo. Os que restaram, notadamente o general Braga Neto, general Ramos e General Heleno, ou associaram-se definitivamente a um plano autoritário, ou não têm fibra para enfrentar Bolsonaro.


Felizmente, as forças armadas não são compostas por pessoas da mesma frágil fibra destes três. A conferir…


  • Auxílio Brasil - É certo que a população brasileira precisa da retomada do bolsa-família ( chamem como quiserem, é tudo a mesma coisa ). É certo igualmente que o valor de R$ 300 ainda é pouco para as necessidades dos mais empobrecidos. É certo também que Bolsonaro nunca teve simpatias pelo bolsa-família, mas agora vê nele sua chance de melhorar sua avaliação com a população mais desfavorecida.


Entretanto, é preciso entender uma coisa ( algo difícil de explicar ao povo ). Sem equilíbrio fiscal, de nada adianta dar um auxílio de R$ 300 à população, pois sem equilíbrio fiscal a já descontrolada inflação irá escalar mais, o que levará o povo a comprar cada vez menos. Sem equilíbrio fiscal os serviços públicos tornam-se cada vez mais precarizados. Ora, são justamente os menos favorecidos que têm necessidade dos serviços públicos ( Bolsonaro jamais operou o intestino pelo SUS… ).


Então é preciso identificar no orçamento, recursos para viabilizar o dito auxílio-Brasil. Bolsonaro poderia optar pelo caminho sensato: taxar os que podem dar uma contribuição à nação, leia-se taxar dividendos e grandes fortunas. Ocorre que Bolsonaro jamais teve identificação com o povo. Pelo contrário, seus principais aliados são milionários como o Zé Carioca e o “mago” dos cursos de inglês. O Presidente já disse que não tributará grandes fortunas, “porque não é crime ser rico no Brasil”. Bem, também não é crime ter créditos judiciais junto ao governo federal. No entanto, o Planalto aponta o calote aos precatórios como a brilhante solução para viabilizar o dito auxílio-Brasil.


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