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INACREDITÁVEL

O show de horrores continua...




O governo Bolsonaro está sempre nos surpreendendo pela capacidade aparentemente inesgotável de produzir absurdos. Temos um Ministro do Meio Ambiente que odeia o verde, um Ministro das Relações Exteriores que sabota nossos interesses comerciais e assim por diante. As duas últimas amostras dos absurdos produzidos por este desgoverno foram oferecidas pelo Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e pelo Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo.


Pazuello


O Ministro Pazuello disse hoje, durante entrevista coletiva, que depois das eleições não há mais que se falar em isolamento social. O brilhante raciocínio por trás desta pérola é o seguinte: ora, durante as eleições houve aglomerações por todo país; se isso não repercutiu no recrudescimento dos números é porque não há relação entre aglomerações e aumento de casos de COVID-19.


Em qualquer governo sério o Ministro perderia o cargo imediatamente. Afinal, amigos, é o Ministro da Saúde! Simplesmente não é aceitável que fale uma bobagem deste tamanho, que preste este desserviço à saúde do povo brasileiro. Será que o Ministro desconhece os intensos cuidados com que o Tribunal Superior Eleitoral cercou as eleições? Será que não está a par de que os números da doença estão em franco crescimento no país? Será que Pazuello não sabe que qualquer repercussão se dá 14 dias depois? É crível que o Ministro da Saúde negue o valor do isolamento social na prevenção da pandemia?


Aparentemente Pazuello aderiu definitivamente às sandices do Presidente. Apequenou-se. Tivesse dignidade militar, teria entregue o cargo nas primeiras humilhações sofridas. E não precisaria pagar o mico de uma declaração absurda quanto esta.


Sérgio Camargo


Começou a valer ontem uma Portaria assinada pelo Presidente da Fundação Palmares que implicou na eliminação do nome de 29 pessoas que compunham a listagem das personalidades negras notáveis homenageadas pela entidade. Entre os excluídos estão nada menos que Milton Nascimento, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Leci Brandão, Elza Soares e Zezé Motta. Todos expoentes da cultura brasileira, que merecem as maiores homenagens da parte de todo povo brasileiro, mas que, por razões puramente ideológicas, tiveram seu nome eliminado.


Quando Sérgio Camargo elimina estes nomes, ainda que alegue só admitir homenagens a pessoas que já morreram, ele desvaloriza a contribuição destas personalidades negras à nossa cultura. Atitude como esta, partindo do Presidente da Fundação Palmares, chega a ser surreal. Tanto quanto um Ministro do Meio Ambiente que odeia o verde, um Ministro das Relações Exteriores que sabota os interesses comerciais do seu próprio país e aí por diante...


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