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OS ÚLTIMOS ABSURDOS DA POLÍTICA BRASILEIRA

Alguns fatos são simplesmente inacreditáveis…





Os nossos políticos sempre foram fonte de fatos lamentáveis, censuráveis, patéticos. Nos últimos dias, contudo, alguns acontecimentos protagonizados por figuras de proa de nossa política beiram o surreal. Em qualquer lugar do mundo em que o Estado se afirma por regras de bom comportamento e civilidade, estes atores seriam forçados a abandonar o palco, seja pelo impeachment, seja pela renúncia.


1 - Bolsonaro - O palco foi o cercadinho do Alvorada, local ideal para o Presidente verbalizar toda sorte de sandices. Instado por uma apoiadora a não deixar este negócio da vacina, que é perigoso, Jair Bolsonaro saiu-se com esta: ninguém pode obrigar ninguém a ser vacinado. O pior veio depois: a Secretaria da Comunicação reproduziu a frase no em seu site, fazendo o pronunciamento ser oficial.


Espantoso! Como é possível um governo passar mensagens assim contraditórias à população? Todos sabem - ao menos todos que não acreditam em terra plana - que a chance de retomarmos uma vida de normalidade, do ponto de vista econômico e do ponto de vista social, é a vacina. A efetividade da vacina depende da adesão em massa da população. O que se espera de um chefe de Estado quando confrontado com ideias obscuras como a verbalizada pela apoiadora em frente ao Alvorada é que defenda a vacinação, afirmando que ela possibilitará o controle final da pandemia, permitindo que todos retomem a vida que tinham em 2019 e que 2020 nos roubou. Assim como já fez com o isolamento social, com o uso das máscaras e da cloroquina, novamente Bolsonaro prestou um desserviço ao país.


2 - Bolsonaro - A princípio estudaram a possibilidade do Ministério da Defesa receber mais que o da Educação. A coisa caiu tão mal, que Bolsonaro teve que voltar atrás. De qualquer modo, o orçamento proposto pela Presidência da República tem a cara de nosso Presidente. Redução para saúde e educação e aumento para o Ministério da Defesa. A Defesa - que abrange as Forças Armadas - é aquinhoado com muito mais do que se justifica em tempos de paz. O episódio apenas ilustra a mentalidade do Presidente, que acha mais importante comprar submarinos do que investir em educação. A propósito: a reforma administrativa enviada pelo executivo ao Congresso não afeta os direitos dos… militares.


3 - Crivella - Os guardiães do Crivella são o episódio mais lamentável da crescente tentativa de calar a imprensa, iniciativas comuns no Planalto e entre seus aliados. Agora, Marcelo Crivella atingiu um nível impensável: servidores públicos municipais, pagos com o dinheiro do povo carioca, postam-se diante dos principais hospitais municipais e impedem qualquer reportagem que coloque em dúvida o bom atendimento ao cidadão. Utilizando gritos, palavras de ordem e ameaças de violência, os comissionados brutamontes inviabilizam o trabalho da imprensa e impedem o cidadão comum de se manifestar. E tudo pago com dinheiro público. Um fato como este, em qualquer país sério, certamente levaria o prefeito à renúncia. Aqui…


4 - Oposição - Infelizmente, a oposição também não se salva. O PSB, Rede, PSOL, PT e outros partidos de esquerda já anunciaram sua firme intenção de impedir a redução do auxílio emergencial, que caiu pela metade. Defesa dos interesses sociais? Não. Pura demagogia. Percebendo o ganho eleitoral que o auxílio deu ao Presidente, pretendem diminuir este efeito para dizer que a esquerda gostaria de manter o auxílio em R$ 600. Atitude tão demagógica quanto a do Presidente, que defendia inicialmente R$ 200 e mudou para 600, apenas para não perder os créditos do programa. Ocorre que todos sabem, a esquerda inclusive, que é impossível manter o programa indefinidamente, pois os cofres públicos não suportam esta despesa de 50 bilhões mensais. As consequências da irresponsabilidade fiscal são danosas para o país, especialmente para os mais pobres. A esquerda sabe disso, porque foi governo poucos anos atrás. Mas prefere o caminho da demagogia, o mesmo caminho que trilhou quando foi contra a reforma da previdência e agora, contestando a necessidade de uma reforma administrativa.

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