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A CPI DA COVID VI

Em meio a um depoimento bisonho, uma revelação gravíssima…


Imagem deJL GporPixabay


O depoimento de Fábio Wajngarten foi o que se esperava dele: bisonho, vergonhoso e covarde. O ex-Ministro das Comunicações do governo Bolsonaro teve a pachorra de negar absurdamente suas próprias declarações na entrevista dada à Revista Veja, quando declarou que houve incompetência ou negligência da parte do Ministério da Saúde no que concerne à questão da aquisição da vacina da Pfizer.


Os quatro governistas que compõe a CPI, a saber, Eduardo Girão, Ciro Nogueira, Marcos Rogério e Jorginho Mello, também fizeram o que se espera deles: manobras diversionistas tentando conduzir as investigações a governadores e prefeitos, discursos falsos no que toca à cloroquina e aos procedimentos governamentais para aquisição de vacinas.


Entretanto, as inquirições do Senador Ranfolfe Rodrigues salvaram a tarde. Num desempenho de hábil indagador - capacidade que evidentemente falta a muitos senadores - conseguiu do depoente alguns reconhecimentos retumbantes, a saber:


  • A Pfizer enviou em 12 de setembro de 2020 uma proposta de venda de vacinas, onde destacava a necessidade de uma resposta célere do governo federal, sob pena de entregar as vacinas a outros países. Tal carta foi enviada ao Presidente da República, ao Vice-Presidente, ao Ministro da Saúde, ao Ministro da Fazenda e ao Embaixador norte-americano no Brasil;

  • Somente em 9 de novembro de 2020 - pressionado por um empresário - Wajngarten reconheceu que começou a mobilizar o governo pela aquisição de vacinas da Pfizer;

  • Indagado porque o governo federal não editou uma MP para resolver o que apontavam como impossibilidades técnicas, ao contrário, só enviou uma MP que não enfrentava o problema em janeiro, Wajngarten não soube responder;

  • Finalmente, Randolfe desmontou a narrativa dos governistas de que Bolsonaro somente pode comprar as vacinas em fevereiro, após a iniciativa do Senado em lhe assegurar garantias, pois tal emenda foi feita por ele mesmo, Radolfe e ainda houve a contraposição do Ministro Pazuello;

  • Daí resultou provada uma omissão de seis meses em que - por omissão/negligência do governo federal - deixamos de contar com as vacinas da Pfizer, acentuando que somente nestes seis meses morreram mais de 250 mil brasileiros.


Ao final, outro momento importante foi a indagação feita pelo Senador Jorge Kajuru, onde Wajngarten foi confrontado com gastos vultosos feitos pelo Ministério da Comunicação em merchandising para apresentadores de TV falarem bem do Presidente da República.


Quando foi confrontado com os termos de sua própria entrevista, Wajngarten se contradisse diversas vezes e cogitou-se da determinação de sua prisão, o que somente não se realizou por negativa do Presidente da CPI, Omar Aziz, que assegurou que não fará prisões sob sua direção.


Em resumo o que ocorreu foi o seguinte: um depoente venal e covarde, muito bate-boca entre os senadores e uma declaração que comprova indiscutivelmente a omissão do governo federal na aquisição das vacinas.


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