ARTHUR LACERDA LANÇA NOVO LIVRO SOBRE O CERCO DA LAPA
- Arthur Virmond de Lacerda Neto
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CERCO DA LAPA E JOINVILLE NA REVOLUÇÃO FEDERALISTA
Arthur Virmond de Lacerda Neto
Revelações do cerco da Lapa. A Revolução Federalista em Joinville (396 páginas, edição do autor, Curitiba, 2025; dois livros em um tomo), da autoria de Arthur Virmond de Lacerda Neto, trata do cerco da Lapa e da revolução de 1894 na cidade de Joinville.
O assédio da Lapa foi objeto de estudos minuciosos de David Carneiro e de narrativas de época, bem assim de livros e de ensaios que já nada adicionaram ao quanto se conhecia com base na obra dos primeiros. O livro de Lacerda Neto acrescenta conhecimentos em vários aspectos até aqui ignorados ou mal explicados.
Causa perplexidade que os maragatos hajam posto cerco à diminuta Lapa: por que o fizeram ? Como sua resistência contribuiu para o malogro da revolta ? Qual foi a disposição da artilharia maragata ? Quem lhe foram os estrategas ? Gumercindo Saraiva pretendia pôr-lhe cerco ? O livro de Lacerda Neto responde a tais indagações.

Desde 1894 corre atoarda de que Carneiro terá sido morto à traição. De certa forma, deu-se traição, porém Gomes Carneiro não foi morto por bala pica-pau; a traição foi mais sutil do que isto. Que há nisto de verdade e de lendário, e quem alvejou Carneiro, é o que as Revelações elucida.
Pioneiramente se identificam as 18 trincheiras da Lapa: por primeira vez na bibliografia estão localizadas geograficamente e estudadas em sua formação. Folha desdobrável especial apresenta a planta da Lapa com a localização e o formato de cada uma delas.
Até aqui se datava o assédio da Lapa de 17 de janeiro de 1894 a 11 de fevereiro: Revelações prova que ele terminou antes, embora a rendição haja se dado no dia 11.
Quantos homens Carneiro comandava ? Quantos remanesceram na Lapa no dia de sua rendição ? Quantos morreram na resistência ? Quantos desertaram ? Revelações responde a tudo isto.
De certo modo fazia falta na bibliografia olhar-se o lado maragato, como que contar o outro lado da história: Revelações fá-lo, porquanto nomeia (na medida do possível) os federalistas que puseram cerco à Lapa, ao mesmo tempo em que reproduz trintena de telegramas em que os maragatos trocavam informações a respeito dele.
Até aqui se conheciam cerca de 450 resistentes ao cerco; com Revelações, conhecem-se 721.

As duas atas de capitulação da Lapa vêm transcritas fielmente, e examinadas, bem como se estuda o papel de Joaquim Lacerda como fornecedor de materiais para o entrincheiramento da Lapa e a ruína financeira que amargou em decorrência do cerco.
Muito se fala nos degolamentos perpetrados após a capitulação da Lapa: por primeira vez, quantificam-se os mortos, de que se identificam nominalmente 60. Um capítulo inteiro trata dos degolamentos na Lapa; outro, dos praticados fora dela e de alguns algozes (como o índio Xerem e Nenê).
Tentativas de obter-se a rendição da Lapa, emissários enviados por Gomes Carneiro para fora da Lapa e outros temas correlatos também constam neste livro já indispensável na bibliografia da história do cerco.
A Revolução Federalista em Joinville estabelece a cronologia da passagem dos revolucionários por Joinville, sumula a valiosa crônica de A. Döhler a respeito, reproduz telegramas, proclamações, ofícios, boletins, excertos de gazetas, em rico documentário das referências à Joinville nas fontes primárias, colhido no Arquivo Histórico de Joinville e em publicações diversas.
Gomes Carneiro almejava ocupar Joinville e, a contar dela, retomar Santa Catarina dos revoltosos. Ter-se-ia dado o sítio de Joinville: como e quando, é o que este livro expõe.
Revelações do cerco da Lapa constitui o mais minudente estudo empreendido acerca daquele célebre assédio, desde 1944; graças a ele, passamos a saber muito que se ignorava e a saber melhor parte do que se sabia. A Revolução Federalista em Joinville compreende a primeira compilação de fontes primárias concernentes ao que se passou em Joinville na revolução de 1894. Graças ao primeiro conta-se a história da resistência da Lapa com mais verdade e propriedade; graças ao segundo, conhece-se a história da revolução de 1894 em Joinville com base em fontes de época. Doravante, já não se pode contar nem uma nem a outra sem o trabalho de Lacerda Neto.
Pedidos para o autor por Whatsapp (41 996 393 606); o preço é de R$ 75,00 (exemplar e remessa). Está à venda na Livraria do Chaim e nas Livrarias Curitiba.

Arthur Virmond de Lacerda Neto é advogado, escritor e um estudioso da História do Paraná.










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