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BOLSONARO CADA VEZ MAIS MADURO

As semelhanças entre nosso Presidente e o líder venezuelano são acentuadas…


Imagem de DavidRockDesign por Pixabay



Cada vez mais Bolsonaro se assemelha a Nicolás Maduro, o ditador venezuelano que ele diz odiar. Em verdade, Bolsonaro colocou o país numa rota de venezuelização acentuada. Os termos direita/esquerda significam pouco quando os pontos em comum estão paulatina e progressivamente mais presentes. Confira:


Populismo - Tanto Bolsonaro quanto Maduro são líderes patéticos, fanfarrões, que cortejam setores menos esclarecidos da população com discursos surrados e que não correspondem à realidade. Combate à corrupção, por exemplo. A Venezuela é um dos países mais corruptos do mundo. Aqui, o governo Bolsonaro desmente na prática o discurso de campanha. São exemplos disso o desmantelamento da Operação Lava-Jato, o afastamento do Ministro Sérgio Moro, a aproximação ao centrão, os escândalos da rachadinha e do envolvimento com as milícias, o aparelhamento do Estado.


Milícias armadas - Um dos pilares de sustentação do governo Maduro são as milícias populares: fanáticas e violentas, reprimem duramente qualquer manifestação contra o governo. Aqui, Bolsonaro esforça-se o quanto pode para liberar geral armas e munições, de modo que grupos radicais de extrema direita terão condições de formar milícias civis, primeiro passo para estabelecer uma ditadura.


Intervenção no petróleo - A principal riqueza da Venezuela não atende mais seus propósitos, desde que as intervenções do governo, que remontam ao governo Hugo Chávez, tomaram conta da estatal do petróleo. Aqui, negando a pose de liberal que adotou em campanha, Bolsonaro resolveu intervir na Petrobrás, medida populista que visa segurar preços artificialmente, para atender aos caminhoneiros, um dos grupos de sua sustentação eleitoral.


Militares - Na Venezuela apoiam decisivamente o governo Maduro, comprados por uma série de benesses, que vão de grandes salários até a exploração das minas do país. Aqui, Bolsonaro corteja os militares, assegurando orçamento privilegiado, vantagens não extensivas aos demais servidores e a indicação de generais para postos-chave no governo. Na Venezuela os militares estão profundamente comprometidos com o governo. Aqui, ainda não deixaram clara sua posição.


Negacionismo - Maduro nega a pandemia, a fome, a corrupção eleitoral, a crise geral que infelicita a Venezuela. Bolsonaro nega a pandemia, a ciência, desacredita o sistema eleitoral.


Enfim, Bolsonaro e Maduro têm muito mais semelhanças que diferenças. O que os separa, no fundo, são suas relações internacionais e alguns rótulos que pouco significado prático possuem. Bolsonaro está maduro... pronto para se tornar o Chávez brasileiro.


Tudo somado, o que se percebe é que - nos extremos - direita e esquerda aproximam-se ao ponto de parecerem a mesma coisa. A partir de uma posição equilibrada de centro, direita e esquerda se afastam, mas não em linha reta; afastam-se numa linha circular, de modo que, girando 180º, esquerda e direita tornam-se um só e mesmo regime.


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