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CAFÉ DE QUALIDADE, SABOROSO E SAUDÁVEL. OVÍDIO E ROSANE GARANTEM.

Atualizado: 10 de out. de 2025

A geada negra de 1975 dizimou a cafeicultura paranaense, que se reinventou. Agora, pequenos produtores estão preocupados com a qualidade do café. O Concurso Café Qualidade Paraná garante isso. Cafeicultores como Ovídio e Rosane mostram esta nova realidade.


Ovídio, Rhuane e Rosane plantam café em Cambiraafé

Ovídio, Rhuane e Rosane plantam café de maneira sustentável em Cambira, no Paraná.


O Paraná já foi o maior produtor brasileiro de café. Todo o Norte do Paraná nasceu e se desenvolveu em função do café. Londrina era conhecida como a Capital Mundial do Café, sendo o Estado responsável por 50% da produção brasileira de café. Tudo mudou após a geada negra de 1975, que dizimou os cafeeiros e impôs uma revolução na economia e na vida dos paranaenses.


A geada negra de 1975 destruiu os cafezais do Paraná, que foi obrigado a se reinventar.

A geada negra de 1975 destruiu a cafeicultura e a economia do Paraná, que teve que se reinventar. Hoje, 80% do café é produzido por pequenos agricultores, informa o IDR.


Hoje, o Brasil produz 55 milhões de sacas de café, e estima-se que o Paraná vá contribuir com 700 mil sacas, ou seja, muito pouco. A produção cafeeira mudou, sendo 80% de pequenos agricultores, informa o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, IDR, que lidera os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento na área. A ênfase agora é na qualidade do produto, como mostra o concurso Café Qualidade Paraná, que está na 23.ª edição.


Nesta matéria, especial para o dialéticos, mostramos a revolução que está acontecendo no campo, na área da cafeicultura, pelo olhar de Ovídio Cesar Barbosa, que trabalha no IDR, extensionista rural, que assessora cooperativas de agricultores familiares e associações nas regiões de Ivaiporã, Apucarana, Cornélio e Santo Antônio da Platina.


Ovídio possui uma pequena propriedade, de 2 hectares, onde planta café em pequena escala. Mas não se enganem: o que Ovídio, sua mulher Rosane, e sua filha Rhuane estão fazendo em sua pequena propriedade, não é exceção, como mostra a Feira Qualidade Café Paraná e os encontros de cafeicultores paranaenses. Uma revolução silenciosa (para os citadinos) está acontecendo no campo. O Paraná está se transformando em um grande produtor de cafés especiais. Os amantes do café agradecem.


Esta revolução não começou ontem. Leia o artigo de nosso colaborador, Hatsuo Fukuda, sobre a agricultura tropical, uma jabuticaba brasileira, e o papel desempenhado por Alysson Paolinelli, ex-ministro de Agricultura.


Vejam o depoimento de Ovídio Cesar Barbosa, um extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- IDR. Ovídio é economista e mestre em Economia pela UEL.


(Redação, com a colaboração do engenheiro Gustavo Scholz, do IDR)


A Quinta dos Ipês, onde Ovídio Cesar Barbosa, do IDR, planta café sustentável.


Esta é a Quinta dos Ipês. Uma área de 2 hectares localizada no município de Cambira.


A área é composta de 0,5 hectare de mata em reconstituição, 0,5 hectare de café das variedades Arara, IPR 100 e IPR 107, 0,5 hectare de culturas anuais e 0,5 hectare compõem o pomar e a sede (por sinal uma casa toda de peroba de demolição).




Ovídio Cesar Barbosa, do IDR, mostra sua plantação de café sustentável.


Quanto ao café, o objetivo é produzir um produto de altíssima qualidade com o mínimo possível de insumos químicos. A colheita é feita em cereja, secado em terreiro suspenso e armazenado em uma tulha também de peroba (da forma antiga). Nesta área pretendo colher 30 sacas de café por ano (considerando a bianualidade própria da cultura).


Aqueles que quiserem nos visitar serão recebidos com muito carinho com um café feito em um tradicional fogão a lenha.


Na Quinta dos Ipês, Ovídio recebe os visitantes com café no bule.

A Quinta dos Ipês é um legado que a família construiu durante toda a carreira profissional.


A casa e o paisagismo têm a mão de nós três, eu, Rosane, e a filha Rhuane, com dedicação especial da esposa e da filha. O café é um empreendimento da família, minha filha, mesmo estando longe, participa ativamente, e minha esposa está totalmente inserida no processo de produção, “industrialização”, comercialização e processo de divulgação do modo de produzir.


A casa e o paisagismo foram obra da família: Ovídio, Rosane e a filha Rhuane

A área é um recanto sustentável. Estou recuperando a mata. Já plantei cem quilos de semente de palmito Jussara (a lanço); a área é cercada de ipês (amarelo, branco, roxo…), frutas diversas (agora mesmo os pés de amora e pitanga estão carregados).


A mata nativa está sendo recuperada, com palmito jussara, ipês, frutas diversas.

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