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CPI DA COVID XV

O dia do fariseu…


Imagem deJL GporPixabay


O dia do fariseu…


O empresário Carlos Wizard Martins, valendo-se das garantias asseguradas por um habeas corpus, preferiu ficar em silêncio ante todas as perguntas que lhe foram feitas. Naturalmente, ele percebe que ficando em silêncio avolumam-se as suspeitas contra ele. Certamente ele entende que permanecer calado pega mal, é quase confissão de culpa. Afinal, quem deve não teme. Se Wizard preferiu ficar calado é porque seu depoimento seria extremamente comprometedor.


Como bom fariseu, Wizard fez um longo discurso apregoando sua fé, a disposição sua e de seus familiares em atuar como missionários pelo mundo afora, sua preocupação única pelo bem estar dos outros, seu trabalho humanitário, sua intenção de ajudar o próximo trabalhando graciosamente no combate à pandemia. Nada mais abjeto que fazer um panegírico de si mesmo e em seguida, com a maior cara de pau, dizer que não responderá uma pergunta sequer. Nem sobre a religião que professa quis responder...


O tiro saiu pela culatra, contudo. Embora calado, as inúmeras perguntas comprometedoras foram feitas. A cada pergunta feita, o silêncio respondia estrondosamente: CULPADO! Pra piorar sua situação, foram expostos diversos vídeos, altamente comprometedores. Em vários deles restava clara sua participação como conselheiro do governo em questões de saúde. Em outros, secundado por Luciano Hang, pressionava o Congresso para que permitisse a importação de vacinas por empresários. Finalmente, fez campanha aberta em favor do escandaloso/criminoso tratamento precoce, inclusive fazendo piada sobre pessoas que teriam morrido por recusarem o tratamento precoce.


Foi realmente patético assistir ao fariseu, ao sepulcro caiado, repetir incansavelmente, monocordicamente, me reservo ao direito de ficar calado… Vergonhoso. Vergonhoso, senhor Carlos Wizard. Esperamos, sinceramente, que a CPI tenha o poder de revelar o tamanho de seu envolvimento com a corrupção do governo, a imensidão de seus interesses privados, a defesa de sua própria fortuna, para que finalmente venha a responder por seus atos. Talvez, diante de um juiz togado, respondendo a processo-crime, não tenha então a pachorra de permanecer em silêncio. Porque em juízo, certamente o panegírico não lhe será facultado.


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