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CPI DA COVID XVIII

Retornam os depoimentos, a rotina permanece.


Imagem deJL GporPixabay


Depois de quinze dias de recesso, a CPI da Covid retorna aos trabalhos. Em dois dias de depoimentos, reforça-se a impressão do absoluto descontrole do governo federal. Acentua-se a convicção da omissão criminosa e da corrupção grassando num palco de dor e sofrimento. Do mesmo modo, entre os participantes, tudo permanece no mesmo diapasão. Vejamos o que percebemos nestes dois dias, reafirmando o que já sabemos:


  • Amilton Gomes - Depoente - o reverendo mercador, o pastor comerciante. Postura de fariseu, claramente faltando com a verdade. Até mesmo suas lágrimas não convencem, tampouco suas apregoadas boas intenções.


  • Airton Antonio Soligo - Depoente - o político “facilitador”, a raposa de alcunha cascavel. Bem falante e bem relacionado, transitou deixando claro seu papel no governo: intermediador. Como outros tantos, dispôs-se a blindar Bolsonaro e Pazuello, mas não hesitou em queimar Élcio Franco.


  • Renan Calheiros - Senador relator - talvez vitimado por um passado pouco abonador, permanece conduzindo o interrogatório de maneira claudicante. Felizmente, é bem secundado por Randolfe Rodrigues - sempre interferindo com equilíbrio e precisão - e pela condução sóbria do Presidente Omar Aziz.


  • Simone Tebet - Senadora - representando a participação feminina, a Senadora novamente se pronuncia com vigor, manifestando a justa indignação da sociedade brasileira. As participações da senadora, como de todas representantes da bancada feminina, mostram a necessidade de lhes dar voz, mesmo não participando da Comissão.


  • Luis Carlos Heinze - Senador - "Seu Madruga" - Agora titular, o senador gaúcho é a figura mais patética da Comissão Parlamentar de Inquérito. Insiste em defender o tratamento precoce, permanece apontando os que se curaram como se fosse um “grande trabalho” do governo federal, quando os que passam pela Covid não tem porque agradecer ao governo federal, muitos deles carregando graves sequelas. Para o próprio bem, teria sido melhor permanecer como suplente. Ao menos suas bizarras participações seriam mais esporádicas.


  • Marcos Rogério - Senador - "Mefistófeles" - Sempre digo que a responsabilidade de uma pessoa deve ser medida na extensão de suas luzes. Por esta razão, o Senador Marcos Rogério segue sendo a mais condenável figura da CPI, desempenhando um papel que sabe sórdido, papel que só ele sabe porque desempenha. Continua defendendo a furada tese de que não há corrupção, porque não se gastou um centavo. Vergonha, senador! O senhor é advogado, sabe que há crimes que prescindem de consumação, sabe igualmente que a tentativa também merece sanção penal. E por saber, é ainda mais culpado. Justamente por ter mais luzes, mais responsável é pelas trevas que defende.

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