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MONTENEGRO CADA VEZ MELHOR

No auge, Montenegro apresenta ao público um show inesquecível.



Oswaldo Montenegro mais velho e melhor que nunca. É bem verdade que desafinou no primeiro verso que cedeu ao microfone, mas logo em seguida, com a empatia inigualável que possui com seu público, apontou o erro, pediu um gelado e seguiu em frente. Dali em diante não errou mais e ofereceu um dos melhores shows que já produziu.


Fãs ou não, quem tiver oportunidade deve conferir o show Nossas Histórias que Oswaldo Montenegro leva Brasil afora. É um artista maduro que domina sua arte - se não atinge mais os agudos e potentes gritos de outrora, afinal é sessentão, utiliza o falsete com precisão e segurança. Não fica devendo nada ao Montenegro jovem, até porque parece mais sensível e humano. O artista encontrou sua maturidade e o homem seu equilíbrio, na companhia da parceira que sempre lhe esteve destinada e por quem - quase que numa novela - o Brasil inteiro torcia: Madalena.


Um derretido relógio de Dali enfeita o palco e a companhia de apenas quatro músicos competentes: nada mais é preciso para trazer de volta a magia de suas melhores composições. Estão ali Por Brilho, Leo e Bia, A Lista, Lua e Flor, Incompatibilidade e até mesmo Voa Condor.


Ao final, o grande momento. Não sei se foi privilégio do público curitibano ou se a participação faz parte da turnê. Nada menos que José Alexandre - considerado por muitos e pelo próprio Oswaldo o melhor cantor da música brasileira. Quando estes dois cantam, impossível não ser tocado. Bandolins emocionou a todos e fez este show merecedor do adjetivo: inesquecível.

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