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Os artistas de Curitiba no traço de Ademir Paixão

Caricatura colorida de Helena Kolody, Paulo Leminski e Dalton Trevisan sentados juntos ao redor de uma mesa de madeira. Sobre a mesa, há um livro aberto que une os três escritores. Ao fundo, traços sugerem a arquitetura de Curitiba.

O Dialéticos inicia hoje uma série de três publicações dedicadas aos desenhos do cartunista Ademir Paixão. Durante décadas de atuação na imprensa, Paixão usou seu nanquim e bico de pena para registrar a história viva do Paraná.


Abrimos a sequência com os nomes que movimentaram a nossa literatura e a nossa música. O primeiro desenho promove um encontro raro: na mesma mesa, dividindo um livro, estão a poeta Helena Kolody, o inquieto Paulo Leminski e o reservado Dalton Trevisan. Uma imagem que resume uma era da nossa produção literária.


Caricatura colorida de Helena Kolody, Paulo Leminski e Dalton Trevisan sentados juntos ao redor de uma mesa de madeira. Sobre a mesa, há um livro aberto que une os três escritores. Ao fundo, traços sugerem a arquitetura de Curitiba.
A Ucrânia se reúne com a Polônia e ambos consolam Dalton, o curitiboca desconsolado.

A música e a noite curitibana aparecem em seguida, em dois tempos diferentes. Primeiro, com a pose de rockstars dos integrantes da Banda Blindagem, grupo que marcou gerações e teve parcerias históricas com o próprio Leminski.


Caricatura em tons escuros e azuis dos cinco integrantes da Banda Blindagem posando juntos de pé. Ao centro, destaca-se a figura do vocalista em posição de performance. Os músicos vestem jaquetas e calças jeans escuras, com pernas alongadas e estilizadas.
Para Paixão, Mick Jagger é aqui. Blindagem forever.

Depois, com o maestro Waltel Branco, retratado em uma pintura expressionista onde as cores quentes traduzem a energia de sua música e de seu violão.


Pintura expressiva e colorida em tons quentes do maestro Waltel Branco sorrindo, exibindo seus cabelos e barba brancos e volumosos contra um fundo laranja vibrante. Na parte inferior, as linhas sugerem o topo de um violão.
Waltel Branco: a erudição e o violão que ganharam o mundo, pintados em tons quentes.

Fechamos o post de hoje com um registro rápido, daqueles capturados no calor da boemia. É uma roda de jazz e choro em preto e branco que imortaliza figuras inesquecíveis das nossas madrugadas: o jornalista Carlos Fernando Mazza (o Mazinha) no tamborim, o saxofonista Matoso, o violonista Mário Conde e o trompetista Saul do Trumpete.


Desenho rápido em preto e branco feito com traços livres, retratando uma roda de música boêmia. Aparecem quatro figuras masculinas expressivas: uma tocando tamborim, outra tocando saxofone, uma ao violão e outra soprando um trompete.
Mazinha, Matoso, Mário Conde e Saul do Trumpete agitam a noite curitibana. Sem música não há festa.

Mais do que caricaturas, esses desenhos são crônicas visuais da nossa identidade cultural.

Fotografia em preto e branco do cartunista Ademir Paixão em sua juventude, sorrindo de forma descontraída no início de sua carreira profissional.
O jornalista e caricaturista Paixão no início de sua carreira,

Quem é Ademir Paixão?


Ademir Paixão (1953) é um dos nomes mais importantes e influentes do cartum, da charge e da caricatura no Brasil. Natural de Japira e radicado em Curitiba desde 1975, ele consolidou uma trajetória monumental no humor gráfico nacional. Ficou amplamente conhecido por sua histórica atuação como o principal chargista das páginas da Gazeta do Povo, onde ingressou em 1986, construindo um estilo inconfundível que une o rigor técnico à ironia fina, à sensibilidade poética e à crônica visual viva do cotidiano paranaense e brasileiro.

Sua relevância ultrapassa as páginas dos jornais tradicionais.


Atualmente, o artista mantém uma produção ativa e diversificada por meio do Studio Paixão, assinando grandes projetos que celebram a memória urbana e a cultura. Entre as suas atividades recentes de destaque nacional e regional, Paixão ilustrou o aclamado projeto cartográfico interativo "Vamos Pintar Curitiba" e deu vida a histórias reais em formato de animações e webséries corporativas de grande alcance institucional, como a comemoração dos 40 anos do Shopping Mueller.


Condecorado com o título de Cidadão Honorário de Curitiba, Paixão segue ativo no mercado literário e publicitário, demonstrando que o nanquim e o bico de pena continuam sendo extensões fundamentais de sua mente atenta ao mundo.


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