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REPETINDO ERROS DO PASSADO


Será possível que, depois de tudo que aconteceu, o PT vai repetir os erros do passado? Aparentemente sim.


Imagem de: www.slon.pics / Freepik

Não há dúvidas de que foram os erros cometidos pelo PT que colocaram Jair Bolsonaro no poder. Ou seja, o maior pesadelo político-administrativo, o pior governo da história da república brasileira - o desgoverno Bolsonaro - é responsabilidade direta do PT. Foi a corrupção escandalosa, a política do nós contra eles, a arrogância entre outros graves defeitos que possibilitaram a um capitão reformado estúpido e bronco ocupar o Palácio do Planalto.


Agora que, mais do que nunca, precisamos de um governo de conciliação, assistimos aos mesmos erros do passado. O MST, que por quatro anos comportou-se como um cordeirinho covarde, voltou a invadir fazendas no interior da Bahia. Justamente agora que o PT retoma o poder e, portanto, pode realizar um projeto sério de reforma agrária, o MST sai de sua paralisia. É um erro assombroso, tão grave que chegamos a cogitar das reais motivações destas invasões.


Primeiro: é preciso entender o processo. Sem entrar na discussão sobre se as terras invadidas são ou não produtivas, fato é que sua invasão é uma violação da lei. Pior... toda vez que o MST invade um fazenda, aplica um golpe nos processos institucionais de distribuição de terras e regularização agrária. Sempre que um invasor logra tornar-se um assentado, ele está passando para trás famílias que se encontram em cadastros regulares aguardando, ordeira e pacificamente sua vez na fila. O mesmo ocorre com o movimento dos sem teto. Toda vez que uma ocupação violenta é regularizada, o cidadão ordeiro e paciente que está nas filas da Cohab ou da Cohapar, por exemplo, sente-se um idiota, sente-se lesado e com razão.


Segundo: que mensagem estas invasões passam? Que a esquerda não respeita o direito de propriedade, que a esquerda apoia métodos violentos. Justamente o discurso fascista propagado pelos bolsonaristas. E o pior que as autoridades podem fazer - além de sua inação - e fazer coro ao discurso de não vamos criminalizar os movimentos sociais. O governo federal deve pautar a reforma agrária e não ser pautado por uma instituição criminosa como o MST.


Terceiro: acentuamos a divisão, a polarização, sobretudo no campo. O governo Lula deveria vir para pacificar, para mostrar ao agronegócio que pode confiar num governo com viés social. Se não houver uma forte repulsa às invasões que estão apenas começando, o agronegócio será facilmente capturado pelo bolsonarismo. E a consequência é nefasta, pois a extrema direita causa a violência que vimos no trabalho análogo ao escravo das vinícolas da serra gaúcha.


Outro grave erro do governo, já anunciado: Lula não respeitará a lista tríplice para escolha do Procurador-Geral da República. Aquilo que acerbamente condenamos em Bolsonaro, a escolha de um obscuro Augusto Aras, cuja gestão colocou a PGR de joelhos, ameaça repetir-se no governo Lula. A PGR precisa ser independente e isto somente é possível pelo respeito à lista tríplice. O Ministério Público deve ser livre para cumprir o seu papel e isso não acontecerá com um títere do Planalto como Procurador-Geral da República.


Será que o PT vai repetir os erros do passado? Será que vai adotar práticas lamentáveis do governo Bolsonaro? Será que, em breve, veremos Lula condenar a imprensa livre e ameaçar os ministros do STF? É vital que o governo Lula repudie as invasões do MST e afirme que a reforma agrária é prerrogativa do governo federal. É vital que a lista tríplice da PGR seja respeitada, preferencialmente escolhendo o primeiro da lista. Do contrário, acentuaremos a divisão na sociedade brasileira e daremos fôlego ao monstro bolsonarista que, não duvidem, pode renascer em 2026. Quem não aprende com o passado está fadado a cometer sempre os mesmos erros.


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