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YOU ARE FIRED!

Até a próxima tempestade, a América pode respirar aliviada.


Podemos respirar aliviados, ao menos nós, aqueles que amam a liberdade e detestam a violência. Donald Trump, apesar de toda arrogância e má educação, apesar das fake news, apesar de todos rosnados, apesar de todos recursos que ainda possa vir a usar, apesar de convulsionar a nação, perdeu as eleições presidenciais.


Respiramos aliviados porque Trump representava a antítese da democracia norte-americana: autoritário, discriminador, com forte tendência a quebrar as regras do sistema. Considerando que os EUA são a mais antiga e maior democracia do mundo, a vitória de Trump poderia significar uma guinada definitiva para um mundo ditatorial, tendência que, infelizmente, já se verifica em diversos pontos do globo. Seria uma sinalização segura para ditadores e aspirantes a ditadores espalhados pelo Planeta Terra.


Ainda assim, há os que lamentem sua derrota, tanto nos EUA quanto aqui – vide a postura do clã Bolsonaro. Putin possivelmente está lamentando a perda da sua marionete na Casa Branca, algo que era de valor inestimável ao ditador russo. Mas, sob a ótica da decência, como lamentar a queda deste homem?

· Um homem que partiu o país ao meio, criando um clima de ódio jamais visto;

· Um homem que nega o aquecimento global e retirou os Estados Unidos da luta ecológica;

· Um homem que é hipócrita ao ponto de afastar manifestantes por meio da truculência policial, apenas para posar diante de um templo com uma bíblia nas mãos;

· Um homem que tem histórico de desrespeito às mulheres;

· Um homem que separou crianças pequenas de seus pais e colocou-as em jaulas;

· Um homem que fomentou a discriminação e a violência policial;

· Um homem que endossa movimentos de supremacistas brancos;

· Um homem que se diz milionário, mas paga impostos ridículos ao fisco americano;

· Um homem que está falido – deve quase meio bilhão de dólares – e usou a campanha para rolar esta dívida por meio de mais crédito;

· Um homem que possivelmente será preso, nos próximos anos, pelos inúmeros crimes fiscais que cometeu.

Para os fanáticos bolsonaristas que alegam que Biden irá impor o comunismo nos EUA, basta dizer quão ridícula é esta ideia. De fato, é risível. Afinal, Biden é também um conservador. Democrata, mas conservador. Como todos os presidentes americanos, também colocará a América First. Contudo, não é autoritário e é capaz de governar equilibrando os interesses de todos os cidadãos americanos.


Os EUA continuarão a intervir nos outros países quando for de seu interesse, continuarão a apoiar as ditaduras que lhe interessam. Ainda assim, por sua tradição democrata e por serem a principal potência bélica do mundo, eles representam um ponto de equilíbrio pró democracia no perigoso mundo do início do terceiro milênio.


Podemos, pois, respirar aliviados. Os Estados Unidos da América continuarão a ser ( por quantos anos, impossível saber ) um bastião da democracia e merecedores de ostentar seu principal símbolo: A estátua da liberdade.

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