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Trilogia Caio Brandão (II): Entre iates fantasmas e o canto da sereia
"Na política não existem restos a pagar.” Conheça a cartilha invisível que rege as alianças de bastidores, a vaidade dos candidatos e o temperamento volátil das urnas na ótica afiada de Caio Brandão.

CAIO BRANDÃO
6 de jul.


Trilogia Caio Brandão (I): O cinismo e o voto nas eleições
Caio Brandão, jornalista por vocação, acompanha os acontecimentos de nossa terra com o olhar aguçado de quem conhece intimamente os atores e os cenários. A política, esse território historicamente minado, ganha em suas linhas um tom afetuoso e perspicaz, o que torna suas crônicas especialmente saborosas.

CAIO BRANDÃO
5 de jul.


As ampolas do DOPS, os bilhões do VORCARO e a lista negra dos MOTÉIS
Os templos do pecado discreto, os motéis, foram surgindo em Belo Horizonte, edificados na periferia: um na famosa “curva do Xuá”, saída para o Rio de Janeiro, e outros tantos na direção de Brasília e do bairro Olhos D’Água. Era uma novidade que dividia a província: para muitos, parecia pura prostituição; para outros, apenas comércio promissor.

CAIO BRANDÃO
27 de jun.


O GENERAL, O JORNALISTA E A CAIXA DE PANDORA
Testemunha ocular da história: Caio Brandão revela um episódio inédito dos bastidores do regime militar envolvendo o jornalista Carlos Castello Branco e um general do Exército. Um relato fascinante sobre censura, poder e resistência.

CAIO BRANDÃO
21 de jun.


“As putas no poder, já que os seus filhos lá estão”
No curso da confusão, Lady Ramona, cafetina de larga experiência na oferta de satisfação no trato de demandas viris, mantém o seu recanto organizado e sem problemas. Lá não tem discurso. As pessoas se divertem, mas falam baixo. Ninguém desafia a Lady. Ela não usa droga, fala com fluência dois idiomas e não ingere bebida alcoólica. Telefone celular, no local, nem pensar, é proibido. Não existe conta corrente nem desconto. O dinheiro corre em espécie e o fiado morreu de esperar

CAIO BRANDÃO
11 de jun.


PEDERCINI, VELHO ESTELIONATÁRIO, ENTRE A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E O CINEMA, FICA COM A MALA
Pedercini quer reencarnar. Está disposto a vender de novo, pela décima vez, a sua alma sofrida — sempre empenhada perante entidades malignas descuidadas. Mas impõe uma condição: tem que ser em Brasília, nascendo em berço de político de prestígio, um senador, por exemplo.

CAIO BRANDÃO
14 de mai.


NÃO MEXA COM MÍSSEIS, ZÉ MINEIRO, VAI ATRAIR MUITA ENERGIA NEGATIVA
Ah! Zé Mineiro, segure a rapaziada, pensou. Não vale a pena abrir essa janela de morte e destruição. O grupo se agigantou, virou Midas, se expandiu mundo afora e não precisa disso. Wesley e Joesley Batista são máquinas azeitadas de fazer dinheiro. Não vendem sonhos, mas realidade. Multiplicar tornou-se fácil para eles, fácil até demais, pensa Asdrúbal.

CAIO BRANDÃO
25 de abr.


SOU CANDIDATO COM LULA DE PERUCA, REQUIÃO GASTANDO TOSTÃO E GRECA FUMANDO MACONHA ESTRAGADA
Vou para as redes sociais criar factoide. Preciso de seguidores, mas como atraí-los? Ocupei cargo no governo, fiz contatos e viajei pelos rincões, chamando prefeitos pelo nome. Tomei muito cafezinho, levei tapinha nas costas e até a filha de um vereador se insinuou, pedindo emprego na capital.

CAIO BRANDÃO
3 de abr.


ELEUTÉRIO RI E DEBOCHA DOS DONOS DO MUNDO
Essa gente é poeira, pensa Eleutério, mas ainda não se deu conta disso. Como no Brasil, medita, onde, mesmo no topo, togados ainda se lambuzam com deslizes incompatíveis com a posição, precisando de código de ética para saber o que se pode ou não fazer, a par de um presidente provecto que não se deu conta do provável desencarne ao longo de uma eventual reeleição.

CAIO BRANDÃO
25 de fev.


DESPEJARAM O COFRE IMENSO E PESADO NO JARDIM E FORAM EMBORA
Nunca tive cofre algum! — disse o doutor, aos gritos, enquanto entreabria a porta da sala e com gestos vigorosos mandava o motorista Tião retornar com o cofre à origem.

CAIO BRANDÃO
21 de dez. de 2025
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