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MARIA BETHÂNIA ENCONTRA CLARICE LISPECTOR. A FAÍSCA INCENDIOU A PRADARIA.

Clarice Lispector, a maior escritora brasileira de todos os tempos, retratada por Giorgio de Chirico.
Clarice Lispector, a maior escritora brasileira de todos os tempos, retratada por Giorgio de Chirico.

MARIA BETHÂNIA ENCONTRA CLARICE LISPECTOR. A FAÍSCA INCENDIOU A PRADARIA.


 Hatsuo Fukuda


Clarice Lispector, a maior escritora brasileira de todos os tempos – não há paralelo na literatura brasileira – só comparável a James Joyce, Kafka e Virgínia Wolf -, foi assistir o espetáculo musical Rosa dos Ventos, de Maria Bethânia. Bethânia, já uma estrela da música popular, mas ainda não a super pop star que se tornou, entremeava, no show, textos de Clarice Lispector (inéditos até então). Ela declamava, com a paixão que sempre a caracterizou:


Eu vou tentar captar um instante, já. Que de tão fugitivo não é mais. Porque tornou-se um novo instante. Cada coisa tem um instante em que ela é. Eu quero apossar-me do é da coisa.


E mais adiante:


Eu sei o que vou fazer em seguida, mas, por enquanto, olha para mim e me ama. Não, tu olhas para ti e te amas. É o que está certo.


As faíscas do encontro de Clarice Lispector e Maria Bethânia incendiaram a pradaria, e até hoje aquecem os ouvintes.


Clarice Lispector é a maior escritora brasileira de todos os tempos, só comparável a James Joyce, Kafka e Virgínia Wolf.

 

 Clarice Lispector é a maior escritora brasileira de todos os tempos, só comparável a James Joyce, Kafka e Virgínia Wolf.

 

 

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