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Julio Covello: A Curitiba em que viajo

há 16 minutos
3 min de leitura
Fotografia a preto e branco vista de cima a partir do 16.º andar do Edifício Tijucas, mostrando o dentista José Carlos Micelli e músicos a tocar trompete à janela aberta, com vista para a Rua Cândido Lopes e o edifício do INSS em Curitiba.

Julio Covello: A Curitiba em que viajo


Fotografia a preto e branco vista de cima a partir do 16.º andar do Edifício Tijucas, mostrando o dentista José Carlos Micelli e músicos a tocar trompete à janela aberta, com vista para a Rua Cândido Lopes e o edifício do INSS em Curitiba.

O Micelli costumava tocar nas sextas-feiras, às 6 horas da tarde, na janela do seu consultório de dentista, no 16º andar do Edifício Tijucas. Começou sozinho, para alegrar o fim de expediente de quem passava com pressa pelo Centro, e depois com os amigos músicos. Um dia passei por lá e tirei esta foto. Em frente, na Rua Cândido Lopes, vê-se o Edifício do INSS.


Quatro repórteres fotográficos do jornal Correio de Notícias nos anos 80: Joel Cerizza ao fundo junto a equipamento de oficina e, à frente, Alberto Melo Viana "Baiano", Pablito Pereira e Julio Covello.

Lembrança da redação e da oficina do Correio de Notícias, anos 80. Ao fundo, Joel Cerizza, repórter com atuação na crônica policial. Na frente, da esquerda para a direita: Alberto Melo Viana (“Baiano”), Pablito Pereira e eu. Muitas histórias no Correio. Alguém precisa contá-las. Quem se habilita?


Retrato espontâneo a preto e branco do escritor Dalton Trevisan de braços cruzados e óculos, em frente à Livraria Ghignone na Boca Maldita em 1984.

Esta é uma das raras fotos de Dalton. Estava saindo da revista Quem e me dirigia para o Correio de Notícias, no final do dia. Isso foi em 1984. Encontrei alguns amigos lá no Bar Cometa, em frente à Livraria Ghignone. Dalton estava parado, em frente à livraria, conversando com amigos. Pedi ao pessoal que fizesse uma parede humana para me esconder, pois eu sabia que ele era muito arisco. Eu estava com uma câmara Nikon com uma lente de 300 mm f/4.5, pouco luminosa para o horário. Tive que trabalhar com velocidade baixa, mas deu certo. Ele não percebeu. Alberto Viana também conseguiu um flagrante de Dalton Trevisan, em 2007. Veja a matéria (e a foto) no G1-Paraná clicando aqui.


Retrato em grande plano do compositor e maestro Waltel Branco sorridente, com chapéu de palha e iluminação lateral contrastada a preto e branco.

O maestro Waltel Branco era um homem tranquilo, afável, muito gentil. Um homem cuja doçura transparecia tanto na música instrumental quanto no convívio. Discretíssimo, tinha um único vício, que carregou até seus últimos dias: era um homme à femmes. Quem pode culpá-lo?


Retrato do historiador David Carneiro com barrete escuro de lã e casaco de inverno, sentado na sua biblioteca particular em 1983.

O historiador David Carneiro foi um dos criadores da Cinelândia curitibana, que se confunde com a Boca Maldita. Morou no Edifício Eloísa, por ele construído, onde, no térreo, ficava o Cine Ópera, depois a Mesbla, e hoje outras casas de comércio. Esta foto foi tirada na biblioteca de sua casa, na Brigadeiro Franco. Hoje construiram um prédio lá, mas a fachada foi preservada.


Jaime Lerner e Roberto Requião sentados com amigos à mesa ao ar livre no bar Lá no Pasquale, no Passeio Público de Curitiba, em 1984.

No Bar Lá no Pasquale, no Passeio Público, em um sábado de manhã no ano de 1984. Jaime Lerner e Roberto Requião, antes dos grandes embates políticos que marcariam o Paraná, confraternizam. Requião toma Coca-Cola e observa, atento. Lerner, descontraído. Ele costumava tomar um chope.


Cena urbana de 1982 no calçadão de petit-pavé da Rua das Flores com engraxador a trabalhar, cliente na cadeira alta e homens encostados às portas de ferro.

A vida que corre no piso de petit-pavé da Rua das Flores em 1982. O engraxate atento ao trabalho, o cliente acomodado na poltrona e os observadores da Boca encostados nas portas de ferro, acompanhando os transeuntes diante de um cartaz de cinema.


Mulher agasalhada sentada no chão entre dois contentores móveis de lixo da Lipater no Centro de Curitiba, em junho de 1984.

Um momento e um clique, em junho de 1984. A mulher sentada entre os carrinhos de lixo da Lipater, agasalhada contra o frio do Centro. Estaria com medo de ser levada pelos varredores de rua?


Homem com fato de mergulho, pés de pato, cachimbo na boca e prancha de surf em frente ao chafariz da Praça Osório durante uma gincana nos anos 80.

Tenho várias fotos da Praça Osório. Esta cena foi durante uma gincana no final dos anos 1980. Não sei quem é o rapaz com prancha "Pau Brasil", roupa térmica de mergulho e cachimbo à beira do chafariz. Cliquei na hora.



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Fotografia a preto e branco do repórter fotográfico Julio Covello de pé nos jardins do Hotel Nacional de Cuba em Havana, com a imponente fachada de arcadas ao fundo.

Sobre Julio Covello:

Repórter fotográfico de trajetória marcante na imprensa paranaense, passou por redações como as da revista Quem e do jornal Correio de Notícias. Seu acervo visual reúne décadas de história, flagrantes poéticos e a memória humana e arquitetônica de Curitiba. Na foto, Julio no pátio interno do Hotel Nacional, em Havana.

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