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SECA EM CURITIBA

A maior estiagem em cem anos está secando os lagos e rios da cidade.

Imagem de tanertosun por Pixabay

A seca que assola a cidade e o Estado está deixando a todos preocupados. Estamos vivendo uma situação inédita em cem anos, para uma terra que em tempos já esquecidos era conhecida como Sapolândia, tão grande a quantidade de águas que se acotovelavam por estas bandas, em rios, riachos e lagos como os que faziam a glória dos mosquitos e sapos do ainda não construído Passeio Público. Os especialistas já surgiram e nos contam que o problema começou no Oceano Pacífico, com o El Niño Central, que traz seca no Sul e chuvas no Nordeste, ao contrário do outro, o El Niño Leste, que traz chuva no Sul e seca no Nordeste (Ou é o contrário? Socorro!); isto para não falar das famosas queimadas na Amazônia, que de uma forma ou de outra repercutem no nosso clima.


Pois é, pessoal, taí a globalização. O pobre curitibano, que deseja apenas água para suas parcas necessidades, principalmente higiênicas, em tempos pandêmicos, que exigem rigor na lavagem das mãos (pelo menos as mãos, pessoal!), agora está sem saber o que fazer, graças a fenômenos obscuros sob os quais não tem controle, no famoso efeito borboleta.

Leio nos jornais que alguns bem intencionados estão ajudando como podem. Um parque aquático em Fazenda Rio Grande está distribuindo água para os vizinhos necessitados. Merece ter seu nome citado: Parque Aquático Chimanski. Bravo, vizinho! Na primeira oportunidade vamos dar uma passada lá, quem sabe pegar umas tilápias para acompanhar umas cervejinhas no final da tarde.


A Sanepar faz o que pode, os insatisfeitos se revoltam, e, como sempre, em terra onde falta pão (no caso, água), todos gritam e ninguém tem razão, vem a turma do deixa-disso, os especialistas acadêmicos aparecem com gráficos obscuros (para nós, não para eles), a Assembleia Legislativa faz uma reunião com os especialistas, e nós aqui, sedentos. E assim continuaremos, segundo dizem, até o final do ano.

É, pessoal, parece que além da pandemia, temos também uma seca. Falta mais alguma coisa para atucanar a rapaziada?


Nuvem de gafanhotos se aproxima ao Sul, vindo da Argentina ou do Uruguai.


Salve-se quem puder.

Nunca é demais lembrar, nestes tempos de secura, de Nicolau Kluppel, o engenheiro do IPPUC, falecido em 2016, cujos insight e estudos ajudaram a criar os parques lineares que hoje protegem os nossos rios e fazem a alegria da turma. Grande Nicolau, Curitiba seria mais seca e mais triste sem os parques que você ajudou a criar, obrigado.

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Menos banho e mais cerveja.


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