«Desgracido!»: João Milanez, da Folha de Londrina, na mira de João Antonio (1/2)

“Desgracido!”: João Milanez, da Folha de Londrina, na mira de João Antonio
O que acontece quando o escritor da malandragem e dos desvalidos perfila o senhor feudal da imprensa paranaense?
Nota do Editor: João Antonio decifra o "Desgracido"
Em março de 1975, chegava às bancas de Londrina o primeiro número do jornal Panorama. Paulo Pimentel, que já tinha os jornais O Estado do Paraná e a Tribuna do Paraná — mas que circulavam principalmente em Curitiba —, pretendia montar uma base em Londrina, na época a cidade mais dinâmica do Paraná. Nesta edição, entre o cheiro de tinta fresca e as incertezas de estreia, no tablóide Aventura, estava guardada uma joia rara: o perfil de João Milanez, fundador e alma da Folha de Londrina, o jornal que Panorama nascera para desafiar, assinado pelo escritor João Antonio.
O que acontece quando um escritor que se encontrava mais à vontade em botequins, bordéis, entre tacos de sinuca e malandros da noite, porteiros noturnos, seguranças e prostitutas, se encontra com um senhor feudal da imprensa paranaense? Sai faísca, e esta incendia a pradaria dos intelectuais bem-pensantes e seus anódinos heróis intelectuais. Este é um retrato de um homem de carne e osso. Esta aventura londrinense de João Antonio, hoje esquecida, é resgatada por dialeticos.com.
O texto original, intitulado "DESGRACIDO!", é longo e denso. Para permitir uma leitura no ritmo que a matéria pede, dividimos a publicação em duas partes, reproduzindo integralmente o texto e as imagens originais daquele março de 1975.
(Hatsuo Fukuda)

DESGRACIDO!
Por João Antônio
JOÃO MILANEZ
EXERCÍCIO PROFISSIONAL:
Considerado um pioneiro londrinense. Fundador e diretor-proprietário da Folha de Londrina, que forma entre os seis maiores jornais do Brasil. Em 55 inaugurava a primeira rotativa do Paraná e foi o primeiro a ser impresso em off-set no Estado. Jornalista do Ano em 1969, eleito pela imprensa de Curitiba.
REGISTRO:
Nascido em 15 de dezembro de 1925, em Turvo, Estado de Santa Catarina, de onde saiu aos 20 anos e a que não gosta de voltar. Filho de agricultores pobres, emigrantes italianos, gosta de salientar que se casou há 10 anos com Marlene Maia Milanez e que mora em Londrina, Norte do Paraná, há 26 anos.
PRINCIPAL INTERESSE:
É o homem que mais viaja (a convite) em Londrina. Conhece mais de 150 países e pretende ir à China. Tem oito títulos e comendas nacionais e dois estrangeiros (Itália e EUA).
CARACTERÍSTICAS CONTRASTANTES:
Não acredita que a imprensa do Norte do Paraná forme a opinião pública. Crê que a região em que atua jamais perecerá, ressurgindo sempre, jogando com as mudanças de sua economia paradoxal e flutuante e tirando partido de suas próprias quedas. A época de ouro do café passou, hoje o Norte do Paraná vive os tempos da fartura da cultura branca — soja e trigo. A seguir, será a hora e vez da menta. Ou da pecuária. A terra roxa aceita absolutamente tudo e devolve a semente centuplicada.
PONTO VULNERÁVEL:
Quando não é convidado para encontros e reuniões oficiais, ele próprio se convida. Outros pontos vulneráveis: nessas ocasiões, quanto mais oficiais, maior questão faz de dizer um discurso e aparecer nas fotografias.
ÓDIOS CONFESSOS:
Os perdulários, o desperdício, os vícios dispendiosos e todo aquele que empane o seu brilho pessoal.
MANIA PRINCIPAL:
Viajar todas as semanas e ir ao Aeroporto de Londrina receber personalidades, autoridades e gente importante.
ORGULHO SECRETO:
É um vitorioso discursando, é um homem que deixa sua marca por onde passa. Faz do caipirismo e da linguagem abertamente matuta o seu meio de charme e envolvimento.
EXERCÍCIOS OUTROS:
Não fuma, não bebe, não joga. Joga bridge porque não reconhece como jogo de azar.
APELIDO:
Patrão. Ninguém na Folha de Londrina o chama por outro tratamento.
CACOETES:
Amorosamente, afetando modéstia, chama o seu jornal de pasquim. Os tratamentos veiaco e desgracido, desgracito ou desgracido (desgraçado) em várias situações íntimas, de camaradagem ou afetividade paternalista. Aos recém-conhecidos usa a expressão filho.
RECEITA PARA VIVER EM LONDRINA:
Evitar a dispersão no trabalho, ter paciência e conhecer a cronometragem das oportunidades. Então, avançar.
LEMA:
O dinheiro não atura desaforo de ninguém.
"Para diminuir a mortalidade e aumentar a produção, proibi a aguardente. Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar, contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. Alcancei mais do que esperava, mercê de Deus. Eu não sou preguiçoso. Fui feliz nas primeiras tentativas e obriguei a fortuna a ser-me favorável nas seguintes". — São Bernardo - Graciliano Ramos, pgs. 37 e 38
O problema do mundo não é ter oradores e, sim, ouvintes. Não é ter escritos, mas leitores. Sempre que vou discursar, sei que não vou fazer uma solenidade fúnebre. Daí, fico à vontade e uso expressões engraçadas e caboclas; eu não vou fazer nenhum discurso com pontos e vírgulas no lugar certo, se daí a quatro horas, os meus ouvintes irão esquecer tudo o que eu disse.
Num espigão do centro de Londrina, defronte ao prédio de esquina da Empresa de Correios e Telégrafos, um pioneiro me é apresentado — João Milanez — com dois pesos ao mesmo tempo. É um pioneiro, um homem dos tempos bravos, heróicos do Norte do Paraná; é um homem conhecido e consagrado dentro e fora do Paraná. Em Londrina, até os postes e as árvores o conhecem, que vem trabalhar a pé, deixando seu apartamento de andar todo, no 15º do Edifício Artur Thomas. Sobe a Alameda Miguel Blasi, ganha a Catedral e entra pelo Bosque — um caminho curto de menos de uns 500 metros. Seu dodge dart fica na garagem da Folha de Londrina e é usado exclusivamente para trabalhar.
Alto, forte, 48 anos, sotaque catarinense carregado na voz cheia, gesticulando com as mãos enormes de dedos longos, nenhum fio de cabelo branco, abotoaduras de ouro nos punhos da camisa social de preço. João Milanez começa fazendo uma estranha mistura — seu linguajar é regional, marcadamente rural, aqui e ali um toque de paternalismo, mas veste ternos de executivo de cidade grande, tecidos brilhantes e afiança que não perde “uma única madrugada na farra.”
Fala sobre bridge, sua paixão atual, extra-empresarial, envolvente e única. No jogo, revela-se um ofensivo, firmando uma boa dupla com sua mulher, Marlene Maia Milanez, excelente jogadora de defesa.
Conforme sua exposição em fala colorida, franca, em momentos mais vivos até arreganhada, direta, o bridge ganha certa grandeza e mesmo nobreza. Não se trata de jogo de azar. João Milanez repete:
— Não bebo, não fumo, não jogo jogo de azar, não perco uma madrugada na farra. Não gasto um centavo desnecessário, nem ando com dinheiro no bolso. Quando estou em Londrina, faço todas as minhas refeições em casa.
(Os desafetos discordam.
É mais pão duro que o Tio Patinhas. Quando encontra um empregado seu fazendo um lanche na cidade, critica ferozmente:
— Você não tem família, não tem casa? Então, por que não come lá? Está jogando dinheiro fora e sendo explorado.
Pede dinheiro emprestado, trocados, miudezas, caraminguás a seus funcionários — Cr$5,00 e Cr$ 10,00. Não usa um centavo no bolso para não gastar).
O bridge é carteado das pessoas inteligente, segundo João Milanez. Principalmente não é tocado pela vulgaridade dos jogos, os de azar, dispendiosos. Faz, de repente, outro paralelo:
— Preciso de alguém sempre na defesa, tenho tendências para a ansiedade e para a impetuosidade. Gosto de jogar bridge como dirijo automóvel.
Gosta de correr no dodge dart creme, mais para areia do que para amarelo. Por isso, só dirige na cidade: para a estrada usa motorista. Interrompe o bridge, o volante, cita muito Sobral Pinto, e a amizade com o ex-ministro Delfim Neto.
— Trabalho dezoito horas por dia no jornal. Nunca tive uma facilidade nesta vida, faz 26 anos, só em Londrina. E aqui não existe nada que não tenha recebido a minha participação. Há 25 anos eu leio duas horas por dia, todos os dias. Jornal não é indústria, é prestação de serviços. Logo, quanto mais planificação, pior.
Entra em seu gabinete de trabalho o redator-chefe, Walmor Macarini Milanez, seu sobrinho e mentor editorial do jornal. Falam baixo, inicialmente; depois, João Milanez, o patrão, se abre num riso largo, paternal. Despacha, dá a palavra final a seu modo.
— Manda esse desgracildo falar comigo.
Reconhece que é um homem de campo, de rua, contatos, viagens. Salienta que só em pessoal de redação, abrangendo fotógrafos, repórteres, redatores e correspondentes, mantém 50 elementos. Somando ao pessoal das oficinas, a Folha de Londrina dá emprego a 265 pessoas e têm uma folha de pagamento que chega a 450 mil cruzeiros mensais.
— Veja, filho: agora, meus chefes e editores passarão a ganhar seis mil mensais, mais as facilidades. E eu dou tudo, o jornal tem convênio com a UNIMED para questões hospitalares, facilita crédito para compra de casa ou carro. Dou apoio total, estabilidade e segurança absoluta às famílias de meus empregados, até no caso de morte. Sempre paguei salários que representam o dobro do que o mercado oferece no Paraná. Quando em Curitiba um profissional ganha um mil cruzeiros, eu pago dois. Sou totalmente contra o amadorismo. Os garotos que fazem a distribuição de pasquim, um a um, aí pelas ruas, chegam a tirar oitocentos cruzeiros por mês. Eu pago mal?
(Os desafetos discordam.
No começo de seu jornal, pagava mal. Cumpria o que devia, no entanto, mesmo que fosse pagando através de permuta. Se um funcionário ia se casar, Milanez conseguia móveis para o noivo, oferecendo ao comerciante jornal velho em troca. Era uma fórmula para passar por bonzinho e se ver livre do jornal inútil. Quem não o conhece, que o compre, que o Patrão sempre engendra um disfarce e se coloca bem com as pessoas. Não pagava bem, mas pagava em dia. Iludidos todos nós dizíamos: “ele é um boa praça”.
Um funcionário, uma vez, foi pedir aumento. O Patrão mandou que se sentasse e perguntou quanto o empregado gostaria de ganhar. Ouviu, olhos baixos, garatujando no seu bloco de papel:
— Três mil quinhentos cruzeiros.
Milanez de imediato, mudou o rumo da conversa. Rabiscando sempre seu bloco de papel, falou de suas viagens, estirou para as terras de Hong Kong, Grécia, Bélgica, África do Sul, Chile, Londres, Suécia, Berlim, Washington, Paris, Tóquio, Finlândia, Macau, Nova York, Noruega, Áustria. Falando sem interrupção, dono da palavra, quarenta minutos, garatujando sempre no bloco sobre a mesa. Toca o telefone, é chamado na outra sala. O Patrão se levanta, vai atender noutra sala, abandona o bloco de papel.
Então, o funcionário solicitante, curioso, olha para o papel garatujado. Escrito de alto a baixo, em quatro colunas, lê-se apenas os mesmos algarismos: 3.500,00, 3.500,00, 3.500,00... até esgotar o espaço da folha branca).
O telefone toca. João Milanez é solicitado à redação, tira o óculos, repousa na mesa e se levanta.
— Para fazer este jornal, preciso de um faturamento de um bilhão por mês.
Na redação, toma um novo comportamento. É outro João Milanez, é o Patrão. Brinca com todos, sorri, distribui tratamentos afetivos e paternalistas - desgracildo e saqueiro. Flagra dois de seus funcionários em animada conversa que nada tem a ver com o trabalho e larga uma ironia sorridente:
— Fulano, por que você não convida o amigo aí a ir à sua casa no domingo, e lá prosear à vontade?
Volta à sala, dá ao comutador do ar refrigerado, abre os braços, gesticula, toma um tom lamentoso e observa com os olhos pequenos e vivos o efeito das palavras:
— Jornal é a coisa mais difícil do mundo, filho. Meta-se em outro negócio, é melhor vender garapa para os jacus aí na praça. É fogo na roupa, filho. Estamos tirando 27 mil exemplares e isso já é demais, é uma fortuna para o Norte do Paraná. Depois, tem outras coisas. A redação briga com o departamento comercial, a oficina briga com não sei quem, o entrosamento é difícil. Tenho de chegar e apartar. Às vezes, tudo isso irrita.
Cita novamente Sobral Pinto, salienta que recebe governadores, ministros, promove encontros. Subitamente, começa a se entusiasmar. Destaca com orgulho mal dissimulado, ter sido presidente do Clube dos 21 por dois anos e tratado pessoalmente da integração nacional em Londrina. Em cada mês trazia à cidade e homenageava uma personalidade de cada Estado. Uma iniciativa, insiste em ressaltar:
Conseguiu como presidente, reunir sete governadores de Estado em Londrina — de Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Acre, Santa Catarina, Amazonas e Rondônia. Do feito dos presidentes passa a Chacrinha e retorna:
— Todos os governadores conseguiram promover seus Estados quando estiveram aqui. O governador do Maranhão conseguiu investimentos grandes na venda de terras.
(Os desafetos discordam,
Tem personalidade de homem desleal (quem, como ele, não tem amigos, é desleal). Politicamente interesseiro, sempre sem uma posição definida, muda de cor de acordo com o ambiente. Os governos passam e ele sempre fica. Politicamente, Milanez pensa: “eu e o meu jornal; o resto é só recheio.)
Diz que soube compreender a idade de Chacrinha, levou-o ao seu apartamento e tratou-o com calor humano. O velho palhaço fez sucesso em Londrina, apresentou-se para mais de 12 mil espectadores no Moringão (ginásio de esportes) e, entrevistado pela teve local, fez questão de frisar o apoio e o carinho “do meu amigo”, o grande jornalista João Milanez.
De uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, discursando ou sendo citado nos discursos, sempre fotografado, o Patrão da Folha de Londrina não perde: brilha. A frase é esta e dele mesmo:
— Não sou apenas mais um em nada em que me meto. Sou um homem que deixo marca por onde passo.
(Os desafetos não interpretam assim.
— Seus fiascos, palhaçadas em público dariam um livro de mau gosto. Extremamente vaidoso, sem senso do ridículo, chegando a se dirigir a um ministro ou a um governador sem a ética ou a etiqueta básica. Aprecia gulosamente sobressair em reuniões e encontros e quer se fazer notar através de piadas inoportunas).
Quanto a seus comandados, diz que não manda. Pode. Os empregados e até os ex-funcionários confirmam. Mas há os que vem nisto uma técnica manhosa, urdida, dissimulação hábil para manter o poder nas mãos. Para eles, João Milanez é como os homens de fronteira e os grandes jogadores — coloca-se sempre em posição de poder cobrar alguém e nunca ser cobrado. Uma estratégia.
(Falam os desafetos.
— Na redação é um amigo de todos e paternalista. Só não gosta de dar aumento na folha de pagamento e na carteira profissional, mas de boca pra fora, trata a gente como filho. Nas apresentações oficiais é outro, só cumprimenta as autoridades, faz que não conhece mais ninguém. Cultiva e usa a sua capacidade de fazer rir com discursos apalhaçados e folclores de péssimo gosto. Mas até como picareta é incompetente, levando a pior em grandes jogadas e negócios com organizações de peso. Usa o caipirismo porque sabe que é a sua arma. Apesar de tudo, às vezes a sorte o ajuda e acerta em cheio, na mosca: conseguiu pessoalmente o primeiro grande anúncio da Volkswagen para um jornal do interior).
— Não gosto de informações fabricadas. Aí, o que tem me ajudado muito na vida é que não tenho grandes conhecimentos de nada. Por isso, acho que tenho de aprender alguma coisa todos os dias. Nunca viajei a passeio, vou aos países e às cidades para observar. Contrariando os que enxergam oportunismo em tudo o que faço, tenho visitado todos os jornais, europeus e norte-americanos, para aprender vendo e observando de perto e não para ser fotografado. Ir a Paris para ver o Moulin Rouge e não ir para as ruas, conversar com o povo, é o mesmo que não conhecer Paris.

Panorama, na edição inaugural, trazia três encartes em formato tablóide, um deles batizado de Aventura. Panorama durou pouco, quase nada (circulou entre março de 1975 e outubro de 1976). Pobre Panorama, que fez história, mas hoje se encontra perdido na memória de uns poucos que participaram da aventura, como Nilson Monteiro e Domingos Pellegrini Junior, que lá trabalharam. O jornal Panorama sobrevive hoje em três coleções: uma na Biblioteca Pública do Paraná (na Documentação Paranaense); outra aos cuidados do jornalista José Carlos Fernandes, ex-Gazeta do Povo, hoje professor da UFPR; outra na Biblioteca Pública de Londrina.

João Antonio (1937–1996) nasceu no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Estreou na literatura com Malagueta, Perus e Bacanaço (1963), livro que lhe rendeu dois prêmios Jabuti e o estabeleceu como uma das vozes mais contundentes da ficção brasileira ao retratar o submundo urbano, a malandragem e os tipos marginalizados da noite. Repórter e contista incansável, uniu literatura e jornalismo em publicações como Manchete, Realidade, Jornal do Brasil, Pasquim e Panorama. É autor de obras fundamentais como Leão de Chácara (1975), Casa de Loucos (1976) e Abraçado ao Meu Rancor (1986). Morreu no Rio de Janeiro, deixando uma das mais ricas investigações da fala popular na prosa do país.
Na próxima semana (terça-feira): João Milanez, das minas de carvão de Criciúma aos salões de Brasilia. João Antonio desvela a saga de um homem de pés vermelhos.
Leia também:
Francisco Cunha Pereira Filho e a Gazeta do Povo: A construção de um império Jornalístico.
Guilherme Cunha Pereira navega os novos tempos. Os anos de aprendizado.
A nova Gazeta do Povo: Guilherme Cunha Pereira queima as caravelas











Comentários