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O cão da estação
Os passageiros passam, indiferentes. Alguns jogam migalhas, outros fingem não ver, mas ele não se move, paciente e doente, fiel a um amor que a morte reteve.

ELIS OLÍMPIO DE PAULA FILHO
6 de nov. de 2025


A COLÔNIA POLACA SE LEVANTA EM SÃO MATEUS DO SUL: COMEÇA A REVOLUÇÃO FEDERALISTA NO PARANÁ
O Batalhão Polaco, sob a direção do Coronel Bodziaki, ocupa a colônia de São Mateus do Sul, ao som de Marsz Strzelkow (Marcha dos Atiradores), um hino patriótico polonês. Com esse golpe, o caminho está aberto para as tropas maragatas de Gumercindo Saraiva tomarem a Lapa e Curitiba.

Hatsuo Fukuda
4 de nov. de 2025


Como vai, López, uma crônica de Julio Cortázar
E os gestos de amor, esse doce museu, essa galeria de figuras de fumaça. Console-se a sua vaidade: a mão de Antônio procurou o que sua mão procura, e nem aquela nem a sua procuravam nada que já não tivesse sido encontrado desde a eternidade. Mas as coisas invisíveis precisam encarnar-se, as idéias caem no chão como pombas mortas.
JULIO CORTÁZAR
1 de nov. de 2025


FEAR
O medo se esconde atrás de seixos e aveleiras antigas guardados em minha memória.
ISALICE RAVENA
27 de out. de 2025


O aprendizado do cão: outro poema de combate
Aprendeu a trazer o pau sem questionar, a lamber a mão que o esfomeava, a abanar o rabo para cada humilhação, a chamar de amor a coleira apertada.

ELIS OLÍMPIO DE PAULA FILHO
21 de out. de 2025


A sorte do candidato dos três erres
Como bom supersticioso, decidiu consultar uma sortista para saber se teria chances de vitória. A vidente deu uma sentença enigmática: "O próximo prefeito de Curitiba será um homem cujo nome tem três erres".

CELSO NASCIMENTO
18 de out. de 2025


TRILHA SONORA PARA UMA DESPEDIDA
Chorem, masoquistas, pelos amores perdidos. Mas chorem ouvindo música. Cenas de uma despedida, narrativa de Melissa Zampronio, e sua trilha sonora: Cole Porter, na voz de Caetano, Laura Pergolizzi, Eydie Gormé e Los Panchos, Cole Porter com Ella Fitzgerald.

Hatsuo Fukuda
16 de out. de 2025


Migalhas: um poema de combate
Elias Olímpio de Paula Filho é advogado trabalhista e especialista em cálculos trabalhistas (mais de trinta anos de experiência na lida) com um livro no prelo a publicar. Enérgico, movido a um idealismo feroz, como tantos juristas (Pontes de Miranda vem imediatamente à lembrança), é também um poeta. Aqui trazemos um soneto de sua autoria. Ele faz poesia de combate.

ELIS OLÍMPIO DE PAULA FILHO
11 de out. de 2025


CÁCERES
O local onde estivemos é habitado por muitos Homens atualmente. Deram-lhe o nome de Cáceres, palavra que, na linguagem do Homem da região, é muito parecida com a palavra utilizada para designar prisão, jaula, local de cativeiro. Isto me assustou muito por que, vistas do alto, nossas balizas de descida e estacionamento da nave mãe assemelham-se a grades, que cercam uma vasta região daquele mundo.

Miriam Giro
8 de out. de 2025


O senhor pode entrar, mas o desencarnado espera lá fora (2ª Parte)
Ela incorporou o orixá Obaluaiê, divindade relacionada com a medicina, que no sincretismo se espelha nas figuras de São Lázaro e São Roque, a cuja entidade saudei com o devido atotô. Segundo a entidade, o espírito que me assombrava era muito esclarecido, e não se submeteria aos rituais que ele bem conhecia e que também praticara na vida terrena.

CAIO BRANDÃO
7 de out. de 2025
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